Herpes – É possível prevenir

Desagradável, doloroso e inconveniente. Esses são três adjetivos que definem perfeitamente uma das infecções virais mais comuns à população: o herpes.

herpes

Apesar de começar com uma ardência e coceirinha aparentemente inocentes, o herpes labial é uma infecção causada pelo vírus HSV1, responsável pelo aparecimento de bolhas e lesões ao redor da boca.

Esses sintomas resultam do combate que o corpo humano faz ao vírus, pois o agente causador da doença instala-se de forma oculta no organismo e fica esperando uma oportunidade para ser ativado.

Entre suas diferentes denominações, o vírus possui três subtipos: herpes simples 1 e 2 e varicela-zóster. O simples tipo 1 atinge principalmente os lábios, manifestando-se por meio de feridas e bolhas agrupadas, que lembram um cacho de uvas.

Há ocorrência desse tipo viral também na face e no nariz. Já o simples 2, muito semelhante ao tipo 1, promove lesões na região genital.

Possíveis causas e tratamentos

Longa é a discussão sobre os reais motivos para a ativação do vírus herpes simples, que se instala na cadeia ganglionar, o conjunto de gânglios localizados no pescoço, nas axilas e nas virilhas. Estresse, febre, infecções e alta exposição ao sol são algumas das principais causas para despertá-lo. Por essa razão, em pacientes com imunidade baixa, muitas vezes chega a ser crônico.

O vírus do herpes é recidivante. Por esse motivo, pode reaparecer devido a alguns fatores desencadeantes, como exposição solar em excesso, febre, trauma no local, infecções e estresse.

Contagioso, o herpes labial é transmitido quando existe contato direto com a lesão atingida. Por isso, durante os dias em que as bolhas estiverem expostas, não é aconselhável beijar na boca, nem mesmo compartilhar copos e talheres. O período de manifestação da infecção pode variar entre sete e 15 dias. Sendo que após este período, os sintomas cessam, mas a doença não “vai embora”, pois ainda não há cura. Aliás, dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) mostram que o problema atinge, hoje, em torno de 85% da população adulta brasileira.

Fuja do herpes
Como ainda não existe um tratamento capaz de eliminar o vírus do herpes do organismo humano, o melhor a fazer é tomar atitudes que não favoreçam a manifestação da doença. Assim, vale evitar o contato direto com pessoas que apresentem infecção ativa, pois o vírus é extremamente infeccioso. Além disso, tente dormir pelo menos 8h por dia, mantenha uma dieta saudável e se proteja do sol para aumentar sua imunoresistência.

Tratamento

Quando há frequente ocorrência do herpes simples tipo 1, existe a possibilidade de prevenir sua manifestação contínua por meio de tratamentos com antivirais de uso tópico ou via oral. O tratamento encurta a duração dos surtos, mas não há cura em definitivo, podendo haver recidiva mesmo após o tratamento. aqui no consultório, aplico laser de baixa intensidade e os resultados tem sido muito bons, uma vez que ele diminui o tempo de latência, a sensibilidade durante o surto e a freqüência de aparecimento das lesões.
Se as manifestações da doença acontecerem com frequência, é importante consultar um infectologista o quanto antes para avaliar as condições do sistema imunológico. Quando há reincidência do aparecimento do herpes labial, o indicado é fazer um tratamento antiviral prolongando, a fim de fornecer resistência ao corpo e evitar o surgimento precoce de um novo quadro da doença.

Para o tratamento dos casos reincidentes da doença – mais de seis episódios ao ano – é indicado que o paciente passe por um procedimento chamado “Profilaxia do herpes”. esse tratamento é feito com medicação oral ou até com vacina, mas só pode ser realizado com o acompanhamento de um dermatologista. Por isso, ao primeiro sinal do indesejável herpes labial, vale procurar um especialista, assim, é mais fácil evitar que a doença retorne com maior intensidade e duração.

Se você sofre com episódios recorrentes de herpes, agora já sabe como proceder. Estou sempre à disposição para maiores esclarecimentos. Até breve!